O Brasil acaba de conquistar um feito de destaque no cenário internacional da gastronomia — e o resultado pode servir de inspiração direta para São Francisco do Brejão, no Maranhão.
Um queijo produzido no interior de Santa Catarina foi eleito o melhor do mundo, em disputa com mais de 2.700 queijos de mais de 20 países, reforçando o potencial da produção artesanal brasileira e evidenciando como municípios de pequeno porte podem alcançar reconhecimento global.
De acordo com matéria publicada pela CNN Brasil, na coluna Viagem & Gastronomia, o destaque ficou com o “Queijo Reserva do Vale”, produzido no município de Pouso Redondo (SC), que possui pouco mais de 17 mil habitantes.
O produto superou mais de 2 mil concorrentes durante o 4º Mundial do Queijo do Brasil, realizado em São Paulo, conquistando o primeiro lugar geral da competição.
Produzido pela empresa familiar Queijos Possamai, o queijo é resultado de um processo artesanal iniciado em 1984. A produção utiliza leite próprio, vindo da Fazenda Possamai, que conta com um rebanho de mais de 600 animais.
O “Queijo Reserva” é classificado como de massa semicozida e passa por um processo de maturação de, no mínimo, 12 meses — etapa fundamental para o desenvolvimento de características marcantes, como textura refinada e sabor amendoado com notas caramelizadas.
Inspiração para o Maranhão
A conquista chama atenção especialmente para realidades semelhantes à de São Francisco do Brejão, município maranhense com menos de 10 mil habitantes, segundo o Censo 2022.
Reconhecido como a Capital do Leite no Maranhão, o município possui forte vocação na produção leiteira — um diferencial que, aliado a investimento, capacitação e incentivo à produção artesanal, pode abrir caminhos para conquistas semelhantes no futuro.
Mais do que um prêmio, o reconhecimento internacional alcançado pelo queijo catarinense mostra que qualidade, identidade regional e valorização da produção local podem transformar pequenos municípios em referências mundiais.
Um olhar para o futuro
A experiência de Pouso Redondo demonstra que tradição, organização e visão de mercado podem elevar produtos locais a um novo patamar.
Para São Francisco do Brejão, fica a reflexão: o potencial já existe. O próximo passo pode ser transformar essa vocação em marca, valor agregado e, quem sabe, reconhecimento nacional e internacional.